(Autor desconhecido)
Já rodei muito na vida,
Quase o Brasil inteiro
Estradas do norte e do sul
Sem ter nenhum paradeiro.
Mas vou contar uma coisa
E nisso sou bem verdadeiro
Se o mineiro sai de Minas
Minas nunca sai do mineiro
E não pode sair mesmo
Digo de um jeito maneiro
Depois de conhecer o Brasil
Eu posso dizer bem faceiro
Que quem conhece Minas,
Conhece o Brasil inteiro
E orgulhar-se de ser de Minas
É orgulhar-se de ser brasileiro.
Quase o Brasil inteiro
Estradas do norte e do sul
Sem ter nenhum paradeiro.
Mas vou contar uma coisa
E nisso sou bem verdadeiro
Se o mineiro sai de Minas
Minas nunca sai do mineiro
E não pode sair mesmo
Digo de um jeito maneiro
Depois de conhecer o Brasil
Eu posso dizer bem faceiro
Que quem conhece Minas,
Conhece o Brasil inteiro
E orgulhar-se de ser de Minas
É orgulhar-se de ser brasileiro.
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Veja o Norte de Minas Igual a cearense Icó Tanta seca e pobreza Que faz qualquer um sentir dó Aquele calor e secura Lembra o sertão Seridó Ali é praticamente o Nordeste. Só que “um cadinho mió”
Sim, Minas também tem nordeste
Jequitinhonha, dizia minha avó. Gente aguerrida e guerreira Que sempre aguenta o jiló Mas que sabe descansar sossegado Pescar, esperar o anzol. Parece o povo baiano Só que um “cadinho mió”. Mas é no vale do Mucuri Que a terra parece de um faraó Lá tem gente honrada e honesta Que não vai para o xilindró Lá o pessoal aproveita de tudo Dá valor até ao mocotó Parece muito a Paraíba Só que é um “cadinho mió” E o povo do nosso Rio Doce Povo moreno queimado do sol Mas que trabalha na terra Quieto poupando o gogó Naquelas terras bonitas Canta alegre o curió É um pedaço do Espírito Santo Só que um “cadinho mió”. E na zona da Mata Antes, lá era o cafundó. Hoje tem gente que pensa Que lá só é festa: samba, baião, carimbó Mas lá se trabalha bastante Não pense que é só futebol Lá é igual o Rio de Janeiro Só que um “cadinho mió”. E o nosso sul de Minas Perseverante como o profeta Jó Gente que não teme o trabalho Num labor de sol a sol Terra de gente importante Vestida de gravata e paletó Parece o povo paulista Só que um “cadinho mió”. E o povo cafeeiro Com os pés sujos de pó Não têm medo de nada Neles ninguém dá o nó Café com leite no Brasil É o nosso grande xodó Parece o sul de Brasil Só que um “cadinho mió”
O povo do Triangulo
Que usando um braço só Derruba um boi pelo chifre Faz dele um simples totó È um povo esperto e matreiro Que não perde tempo fazendo filó Igual o povo do Mato Grosso Só que um “cadinho mió”. E nas nossas Cidades Históricas Tudo no estilo rococó lugar de gente ilustre Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó Terra de revolução e de luta Inconfidência, revolta, quiproquó Poderia ser a capital do país Só que um “cadinho mió”
E no Alto Paranaíba
Café, pães de queijo e de ló De frutas gostosas, o abricó Lugar de aves campeiras A ema, o pavão, o carijó Lugar de festas famosas Rezas, danças, forró Parece muito Goiás É só um “cadinho mió”. Se em Minas está o Brasil Em Belo Horizonte o Brasil é um só Mineiro de todos os lados Juntos, amarrados com grande nó Aos pés da serra do Curral Pertinho da serra do Cipó Não deve nada pra nenhuma capital Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ!
*** enviado pela Leitora Tânia Duarte
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