quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TEMPORAL EM RAUL SOARES ATINGE COMUNIDADE DE VÁRIAS MANEIRAS.


Quarta feira, dia 23/11, foi dia de muita chuva. Ainda de manhã a população raulsoarense pôde comprovar isto. Durante todo o dia mais “pancadas” de chuva caíram sobre Raul Soares e à noitinha, por volta das 18h00minh mais uma forte chuva. Tudo bem, a Defesa Civil já havia prevenido sobre as condições climáticas.
Isto não quer dizer que estivéssemos preparados para tanta chuva. Até por que passa ano entra ano e nesta época é sempre a mesma coisa: começa a temporada de chuva e Raul Soares vira um caos.
No lado do Rio Matipó, a represa da usina segurou um grande fluxo de água e nas margens ribeirinhas nenhum dano. Mas no Rio Santana, meu amigo, o “bicho” pegou. As águas subiram rapidamente e saíram ocupando seu espaço. Casas foram invadidas, famílias desabrigadas, outras ansiosas e temerosas.
E as ruas? Um lixo só. Os barrancos que despencaram desceram como uma lama vermelha que saiu invadindo ruas e estabelecimentos comerciais, uma vez que os bueiros que existiam ou estavam entupidos de lixo, como sempre, ou não suportaram tanta água e lama juntos.
Isto onde havia bueiros porque, como sempre, a Rua Antônio Pinto Figueiredo, depois do Pontilhão da Rua Bom Jesus e entrada do asfalto que liga a Caratinga, inundou mais uma vez invadindo e transformando a encruzilhada, acreditem, em um rio de lama.
 A água que desceu do Morro Bom Pastor, e de lá prá cá só há um bueiro, passou carregando tudo: lixo, lama, entulhos e encontrou saída onde?  No bueiro em frente ao Bar do Nelito que, claro, não suportou o volume.
E não é a primeira vez que isto acontece. Neste mesmo ano, no dia 03 de abril, algumas casas de aluguel que existem naquela localidade, perto da escada, foram invadidas por água e lama, por este mesmo motivo. A Polícia Militar foi até chamada para socorrer e retirar uma senhora que estava enferma, em estado grave, em uma das casas atingidas. Ou seja, houve até Boletim de Ocorrência. Mas, como se vê, nenhuma providência.
A comunidade faz o que pode e até já tem um mutirão formado para estas situações. Assim que a chuva acabou, munidos de enxadas, vassouras e rodos, começaram a limpar a rua, passeios e acredite juntando o barro, porque se não fizerem isto outra chuva vem e aí o estrago é maior.  E a gente sabe que o período de chuva nem começou, não é?
E o pior de tudo, acreditem, esta situação aconteceu em muitos outros bairros e vilas e o povo já não sabe a quem recorrer.


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