sábado, 31 de dezembro de 2011

NINGUÉM É INDISPENSÁVEL.


É certo que ninguém é indispensável na vida.
            Através da história vemos quantos atravessaram, partiram, alguns deixaram grandes marcas, outros apenas simples pisadas, mas toda humanidade sobreviveu mesmo quando os grandes nomes partiram.
            O fato de não sermos indispensáveis, porém, não implica em não sermos necessários e importantes.
            Uma gota de água é sempre uma gota de água a mais; uma pétala, um meio a mais para aumentar a beleza e a formosura da flor.
            Cada um é, na sua simplicidade, sua maneira grande ou pequena de contribuir com a história, um pedacinho de vida útil na construção do mundo.
            Nosso corpo da cabeça aos pés é um todo formado de pequenas partes, necessárias umas às outras.
            Quantos de nós não evoluem no trabalho, simplesmente porque pensam que o que fazem não tem importância, ou é menos importante que seu vizinho, amigo ou chefe?
            Ora, a importância de um trabalho, seja ele qual for, está no valor que damos a ele.
            O mundo precisa de toda contribuição para continuar a caminhar.
            Além disso, nossa utilidade está não só no trabalho que produzimos, mas naquilo que podemos dar de nós como seres humanos.
           Jesus trabalhou como carpinteiro e certamente criou coisas materiais, mas a herança que deixou na construção humana e espiritual é incomparável a qualquer outra.
      Toda profissão é bela, quer seja diplomada em universidades ou na escola da vida.
            Toda função é importante para que o mundo possua significado.
            Toda pessoa é única e o espaço que ela ocupa é só dela.
          Toda pessoa tem de si a dar, sem perder um milímetro nessa doação, muito pelo contrário.
           Não...
          Não somos absolutamente indispensáveis à vida, mas, definitivamente, somos imprescindíveis na história do mundo se sabemos dar de nos de maneira generosa e ilimitada.
          
  *** Letícia Thompson, colaboração de Maria Jacinta N. Silva.

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